terça-feira, 24 de abril de 2018

Qual a livraria mais bonita do Mundo?

Não é segredo para ninguém que eu adoro livrarias. Aliás, se um dia tivesse um negócio próprio seria com livros de certeza. Até podia não ser uma livraria tradicional, mas seria um espaço, onde os livros estariam em destaque. Onde todas as pessoas pudessem mexer nos livros à vontade. Onde se podia pegar, mexer e onde estariam em destaque numa decoração leve e colorida.
Ontem, a propósito do Dia Mundial do Livros, todos ou quase todos, enchemos as redes sociais com as imagens dos livros que andamos a ler. Eu não o fiz. No entanto, passei por um sítio virtual qualquer, já não me lembro onde, que perguntava: “Qual a tua livraria preferida?” e fiquei presa a essa pergunta.
Ainda que me seja difícil responder assim, a frio, houve duas que me apareceram logo na cabeça: A Bulhosa, onde adoro ir tomar o pequeno almoço e ficar ali a ver as últimas novidades; e a livraria Ler Devagar, no LX Factory, onde entro muitas vezes só por entrar, mas de onde saio sempre com um livro na mão.

Gosto de livrarias grandes, luminosas, onde nos possamos perder. Talvez por isso goste tanto, mas tanto, da feira do livro. Há melhor sítio para comprar livros?
Ainda no domingo passado, estivemos todos na Fnac e os miúdos já estão à vontade para se sentarem a ler um livro enquanto eu e o pai bebemos café! É tão saudável!
Em Portugal há uma livraria de que o mundo inteiro fala: A Livraria Lello e Irmão, no Porto, com a sua famosa escadaria adaptada nos filmes do Harry Potter. Também adoro, mas está sempre tão cheia que acaba por perder o interesse… Sempre que lá vou sinto os olhares todos a perseguir-me com a chamativa “Proibido Tirar Fotos”!
Pela internet fora, existem vários rankings das mais belas livrarias do mundo e há duas delas que gostaria muito de conhecer: a ultra moderna Livraria da Vila, em São Paulo, Brasil, que muito faz lembrar uma biblioteca citadina, e a Cafebrebía (livaria e café) El Péndulo, na Cidade do México (na foto), que tem árvores naturais a enquadrar as últimas novidades literárias. Quem conhece? Quem quer ir?

Agora digam-me da vossa justiça, qual o vosso sítio preferido para estar entre os livros? Afinal, qual é a mais bonita livraria do mundo? Dizem-me?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

De regresso aos livros, ao estudo... e à universidade!

Voltei à universidade para fazer um curso que há muito queria fazer e claro, não podia estar mais motivada e cheia de energia.
Terminei a minha licenciatura já a trabalhar e quando fiz a minha pós-graduação fiquei com a sensação que não ficaria por ali e iria regressar depressa aos estudos. Sabia que queria voltar a estudar. Fazer mais.
Não regressei depressa. Casei, fui mãe uma, duas, três vezes. Dediquei-me à familia sem descurar o trabalho. Fiquei sem trabalho, voltei ao mercado. Investi alto no trabalho e eis que agora me pareceu a altura certa para regressar aos estudos. Vai sair-me do pêlo, como se costuma dizer, já o comecei a sentir, mas também como todos nós sabemos, “No Pain, No Gain” e quando o esforço é muito a recompensa é melhor.
É quase um ano inteiro de aulas com férias pelo meio. São muitos livros para ler, a cabeça para desenferrujar. São pessoas novas. Novas rotinas também.  
No primeiro dia de aulas e percebendo bem o auditório que tinha à frente, o professor que nos falava da importância de sermos nós a fazer mais por nós, a mudarmos o mundo se assim o quisermos, projetou no quadro o provérbio africano que aqui reproduzo. Não podia ser mais adequado.



Não sou totalmente Gazela. Não sou totalmente Leão. Mas tenho a certeza que despertei. Fiz-me à estrada e agora já não posso parar esta corrida que iniciei!  Sou apaixonada por pessoas, por falar com pessoas e conhecer as suas histórias e vivências reais. Não tenho perfil para chorar o leite derramado e acho sempre que está em nós o primeiro passo para a mudança. Somos nós que devemos arregaçar as nossas mangas. Esperar não faz parte do meu perfil.
Regressei à universidade. Tenho a minha motivação lá bem no alto. Todos os dias estudo, todos os dias leio mais um bocadinho. E engraçado, sinto-me leve e mais forte ao mesmo tempo.
Custa-me a inércia, o não evoluir. Custam-me os dias que não me acrescentam nada de valor. Isso sim cansa-me mais do que tudo.

Claro que a ideia de me meter num projecto assim com trabalho árduo no dia-a-dia e uma casa de cinco para tratar, sem querer perder nada do crescimento dos meus miúdos,  assusta-me muito. Mas tudo se consegue quando temos força de vontade. E tenho a certeza que vai valer muito a pena. Já está a valer muito a pena.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os doze


A Carolina fez 12 anos na semana passada. Há muito que falávamos deste dia porque para além de ser o dia de anos que para ela é sempre o Grande Dia (para quem não é?!), este ano era ainda mais especial porque "casava" os anos.
Tirei o dia de férias. Não era uma semana fantástica para ter menos um dia de trabalho, mas com mais umas horas na véspera e outras no dia seguinte, tudo se compôs e eu fiquei mesmo grata por poder partilhar o dia com ela e com as amigas dela. Quando há vontade, tudo se conjuga!
Durante a manhã andei numa roda viva a preparar tudo para que o dia fosse perfeito. Afinal, com horas extra nas vésperas não tinha nada adiantado, nem compras feitas, nem casa arrumada, mas tudo se fez a tempo!
Inspirei-me nos Donuts para a mesa dos doces. Queria um tema de adolescente, já nada infantil, mas sem ser demasiado senhoril, divertido, mas não óbvio e visto. Achei o tema dos Donuts perfeito, não só porque cá em casa todos gostamos, mas até porque queria ter um mote para fazer um centro de mesa com 12 fotografias, desde as fotos de bebé até às de hoje. O Bolo do não podia ser mais prático: dois bolos virados um contra o outro (optei por pão de ló) com chocolate derretido por cima e pepitas coloridas. Fácil e eficaz. Há alguém que não goste de pão de ló?
Quando as amigas chegaram com ela para o almoço adoraram a decoração! Os irmãos também vieram almoçar a casa e já não voltaram à escola. A vida não se repete e o amor e a partilha que viveram naquela tarde que seria apenas mais de umas horas de escola compenso-os largamente, tenho a certeza. Foi muito bom partilhar a mesa com 8 crianças. Ouvir as conversas das miúdas já tão pré-adolescentes. Perceber verdadeiramente como é cada uma delas. Ainda que conheça todas há muitos anos (andam juntas desde o pré-escolar), a verdade é que é muito importante conhecer ainda melhor as companhias dos nossos filhos, perceber as influências que cada um exerce neles, identificar de onde vêm por vezes certas atitudes. Fizeram jogos, riram muito alto, tiraram fotos, divertiram-se. Foram para o pátio, voltaram para casa, sentaram-se no chão da sala e em cima da cama dela. Tudo de seguida, tudo sem parar um minuto. Aos 12 é tudo muito rápido, tudo para já e para ontem. Jantámos em família e deixámos para sábado uma ida ao Bounce em Carnaxide. Prometia ser uma tarde bem passada e o balanço (literalmente) não podia ser mais positivo. Uau! Tanto salto! Ficámos com vontade de lá voltar e cá por casa já se fazem planos de agenda na mão!
Cá por casa gostamos e levamos muito a sério os dias de aniversário. E eu sei que este foi mais um dia para ficar na nossa memória!
Posso pedir apenas que os próximos 12 anos não passem tão rápido como passaram estes?!


sábado, 7 de abril de 2018

Matilde, a observadora


Este fim-de-semana temos cá em casa uma amiga da Matilde. Enquanto eu arrumava a cozinha depois do jantar, puseram-se a dançar a música surpresa (para os pais) do próximo sarau de Hip Hop. Às tantas, a amiga exclama que não podem ensaiar porque eu não posso ver, ao que a Matilde responde prontamente:

- Não há problema, a minha mãe esquece-se muito rápido.

Perante o olhar de espanto da amiga, ainda reforça:

- É porque ela trabalha muitas horas por dia.



Quase cai para o lado. Tantas já devem ter sido as vezes que me esqueci de coisas dela...

Os restaurantes que (A)provámos por Aveiro!

Porque o prometido é devido, regresso aqui para falar dos restaurantes que conhecemos em Aveiro.
Quando queremos fugir à rotina também temos que deixar de lado as dietas. Sobretudo quando vamos para norte onde se come tão bem! Aveiro tem restaurantes magníficos, de bom peixe, de boa carne e com muito bom ambiente, todos os modernos e sofisticados!
Neste fim de semana de Páscoa, saímos de casa com os restaurantes mais ou menos definidos. Queríamos repetir alguns que adoramos e queríamos conhecer outros novos. Afinal, quem não quer?


Manuel Júlio
Fica à saída de Coimbra para Aveiro e é um dos meus restaurantes de eleição porque tem um Cabrito no Forno de comer e chorar por mais. E como estamos na Páscoa, não pode falhar! Quando decidimos que passaríamos no Portugal dos Pequenitos, a linha abaixo do nosso roteiro preencheu-se automaticamente com “Almoço no Manuel Júlio”. Eu sei que o nome deixa assim um pouquinho a desejar, mas não se deixem enganar, é um restaurante virado para dentro e para a comida caseira. Aqui come-se muito, muito bem e termina-se sempre com um café um Pastel de Nata. O atendimento é simpático e é um óptimo sítio para reunir a família.


La Mamaroma
Com um ambiente super cool, esta Pizzaria no centro de Aveiro foi das maiores surpresas do fim-de-semana. Que restaurante giro para um grupo de amigos ou para um jantar a dois! Nós fomos em família e também não faltava lá miudagem e como os meus estão sempre prontos para comer uma bela pizza fomos ao sitio certo! As pizzas são fininhas, bem ao jeito italiano, as massas muito boas e a carne que passava para as mesas do lado deixou-me em modo alerta, mas era impossível comermos mais. Para acompanhar tinha-nos sido recomendada a cerveja artesanal Cinco Chagas (na foto) e foi um tiro certeiro! Eu não bebo cerveja e mesmo assim tive que provar tais eram os elogios e de facto tenho que reconhecer: é muito leve e suave.  Ainda terminámos com uns Profiteroles feitos na hora que estavam maravilhosos!


Batista do Bacalhau
Não é o restaurante mais fácil de encontrar em Aveiro. Está fora do centro histórico, fica junto ao Centro de Congressos, mas garanto que vale a pena procurarem se gostam de bacalhau. Arrisco-me a dizer que foi o melhor bacalhau assado que comi na vida. Tão macio…! Os miúdos têm a mania que não gostam de bacalhau, mas aqui nem pestanejaram. Não só comeram tudo como ainda repetiram! O bacalhau é acompanhado pela tradicional batata assada, mas também por migas de couve que são super leves.
Convém chegar cedo, quando a sala enche é por ordem de chegada e a fila à porta é uma constante.


Casa das Enguias, Ovar
Fomos um pouco “às escuras” sem nenhuma recomendação, mas ficou imediatamente aprovado. Com um ambiente muito familiar e franco, sem grandes luxos nem etiquetas, este restaurante mostrou pormenores muito simpáticos, desde as entradas às forma de disposição das mesas. Quando dissemos eu éramos 7, em vez de juntar as mesas e ficar uma mesa corrida, sem graça, juntaram dias mesas, mas pelas laterais, não pelos topos, formando um enorme quadrado. As doses são enormes e meia dose dá para duas pessoas… o que mostra como ali se come de facto muito bem. A comida é do mais caseira que há e o serviço muito eficiente. Descansem que não servem só enguias. Há muito boa carne para provar!

Obviamente que haverá muitos mais restaurantes que merecem uma visita e há uns que conhecemos e gostamos muito (como o Marinhas) e não tivemos oportunidade de revisitar, mas estes foram os que nos encheram a barriga (e a alma) neste fim-de-semana de Páscoa. Fica a dica se forem para aqueles lados.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Em Aveiro com a família toda!



O facto de ter feito anos na semana santa deu-me a possibilidade de escolher o destino para as mini-férias da Páscoa, sem dar grandes hipóteses de discussão ao resto do clã.
Aos 39 anos já temos legitimidade para dizer que não queremos mais nenhuma camisola, mais nenhuma carteira, mais num presente físico, embrulhado a papel de embrulho! Aos 39 anos já podemos dizer à família, que a única coisa que queremos é mesmo sossego, limpar a cabeça e a vista e sair por uns dias da rotina. Foi isso que fizemos e ninguém imagina como nos soube bem!

Aveiro foi o destino escolhido, mas antes ainda cumprimos uma antiga processa aos miúdos: visita o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Há anos que queríamos ir, mas por isto e por aquilo, lá íamos adiando. Todos nós em criança fomos lá e por simpatia das memórias talvez também queríamos levar lá à miudagem. Não fiquei deslumbrada nem acho que seja um ponto de visita obrigatória. Foi simpático, não deixa de ser engraçado, os miúdos gostaram, mas não ficámos com vontade de repetir. Está tudo muito arranjadinho e tem pormenores curiosos, mas julgo que podia evoluir muito mais, deixar entrar a tecnologia para nos transportar para cada uma das nossas regiões. Não me lembro como era quando lá fui em criança, mas a sensação que tenho é que não deve ter evoluído muito. Fica a ideia para implementar umas melhorias.
De Coimbra a Aveiro pouco mais é que uma hora de carro, por isso decidimos continuar pela cidade dos Estudantes e ainda bem. A Universidade de Coimbra é maravilhosa e vale mesmo a pena andar por lá.

Apesar de já conhecermos quisemos viver Coimbra e Aveiro como verdadeiros turistas. Aliás, dois dias antes da partida, dei-me ao trabalho de fazer um guia e roteiro do que queria ver em Aveiro e não falhou um ponto de agenda. O São Pedro, ou a tempestade Irene, ameaçaram estragar os planos todos, mas não passou disso mesmo: uma ameaça. Tirando a valente chuvada que apanhámos quando subimos à Universidade de Coimbra, o fim-de-semana não esteve mau de todo e lá conseguimos andar a passear como tanto queríamos.
Poderá parecer ridiculo, mas algo que fazia parte dos nossos planos era mesmo andar de moliceiro nos canais de Aveiro. Se a volta poderia ser melhor? Podia. Podia ser mais completa, mais diferenciadora, mais personalizada e mais rica em conhecimentos da cidade, mas ainda assim considero que é para fazer. É algo único no nosso país e merece a pena.
Também fomos ao Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, ao Farol da Barra, ao Cais dos Bacalhoeiros e claro à Costa Nova. Conhecemos a Torreira, S. Jacinto e Ovar e ficámos embasbacados com a largura da Ria de Aveiro. Impressionante. Aliás, basta pensar que se sairmos do centro do Aveiro para a Torreira, a outra ponta da Ria de Aveiro, demoramos quase uma hora…
Ficam algumas fotografias de um fim-de-semana que soube mesmo bem. E por falar em saber bem, de seguida prometo fazer um post dedicado aos restaurantes que conheci e que são maravilhosos!










domingo, 4 de março de 2018

Não hibernei... mas quase.


O inverno dá cabo de mim. O frio imobiliza-me, deixa-me inerte e sem vontade de fazer nada. Durante a semana, depois da correria casa-trabalho-escolas-tpc's-actividades desportivas-banhos e jantar só me apetece enfiar debaixo da manta a vegetar em frente da TV. Não aguento mais de 20 minutinhos e é ver-me a esfregar os olhos para tentar nos adormecer antes dos gaiatos. Ao fim-de-semana são as compras, as festas de anos dos amigos todos, o leva e traz daqui e dali e vai-se a ver e pumba: foi-se o fim-de-semana. No entanto, nem tudo foi mau e era mesmo uma enorme injustiça reduzir os dois primeiros meses (como já passaram 2 meses?) a mantas e sofás. Em Janeiro andámos em pinturas e mudanças e organizámos os quartos dos miúdos como há muito queríamos fazer. Deu trabalhão daqueles: tirar TUDO, lavar paredes, desmontar camas e armários, comprar novos e pôr tudo no lugar outra vez. Queriamos ter continuado a embalagem e fazer o mesmo a TODAS as divisões da casa, mas meteu-se o carnaval e uns tantos contratempos e não fizemos mais nada. Na realidade, Fevereiro passou a voar. É certo que é um mês mais curto, mas não era preciso que passasse a correr como passou. Chegámos a Março, o meu mês e o mês em que mudamos para a hora de verão. O mês que traz a Primavera e a mim, em particular, um mega projecto. Estão à porta as mini férias da Páscoa e o fim do segundo período (mas como?). Podia pôr-me para aqui a dizer que vou estar mais presente por aqui, mas não me basta querer. Mas é meio caminho andado...