quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Carolina Deslandes - A Vida Toda



Uma das músicas mais bonitas deste ano...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Regresso


O verão é um óptimo pretexto para regressar às leituras e aos livros demorados. Sempre fui pessoa de levar livros para a praia, mas nos últimos anos e tal é o carrego de toalhas, brinquedos e lanches para três miúdos que os meus livros começaram a deixar de caber no saco da praia. Andava a prometer-me o regresso às minhas leituras faz tempo, que uma revista por outra não me sabia ao mesmo, e neste fim-de-semana vinguei-me com o novo livro do Rodrigo Guedes de Carvalho. “O Pianista de Hotel” marca o regresso do jornalista e escritor aos livros e que saudades tinha eu de o ler. Ainda vou nas primeiras 100 páginas, que os miúdos já me permitem espaço no saco para o meu livro, mas não assim tantos minutos sem atenção, mas posso dizer que já estou completamente presa à história. Gosto muito da escrita do Rodrigo Guedes de Carvalho. Descobri-o há uns bons anos, ainda eu não era mãe com o fabuloso “A Casa Quieta”. Um livro tão forte que sempre que maldigo o caos da minha casa com brinquedos espalhados pela sala e pilhas de roupa para passar a ferro me lembro daquela história e passa-me a neura por não ter uma casa quieta. Prefiro de longe uma casa caótica a uma casa quieta!

“O Pianista de Hotel” conta duas histórias em paralelo, que acredito irão cruzar-se a qualquer momento e já produziu em mim aquela sede de saber o que vem mais à frente. Os nomes das duas personagens centrais ecoam-me na cabeça e quero muito saber o que se passa na vida deles e o que vem a seguir!
Regressar às minhas leituras com o regresso aos livros do Rodrigo Guedes de Carvalho também foi uma forma de me dar alento para regressar aqui! Os últimos dois anos foram especialmente exigentes a nível profissional. Trabalho fora de horas e cabeça completamente cheia fez com que deixasse este meu canto mais esquecido. A rotina do dia a dia, numa casa de cinco e com três miúdos cheios de afazeres escolares deixou-me se fôlego para continuar a escrever, substituindo o blogue pelo instagram com o mesmo nome, para ir registando o nosso dia a dia de uma foram muito rápida. Mas não é a mesma coisa e eu sei disso.  É Agosto e o tempo parece que estica, mas não quero deitar foguetes e dizer que a partir de agora volto aos posts todos os dias. Queria acreditar que sim, mas sem bem que nem todos os dias vão ser assim. Mas vamos tentar!
(Para já!) Estou de regresso!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma dúzia e meia de dias de verão



Quem me conhece sabe o quanto sou uma pessoa de verão. Adoro os dias grandes, a luz, o não precisar de casaco, as sandálias no pé... O verão é grande e passa num instante e muitas vezes parece que não sabemos muito bem como aproveitar verdadeiramente os dias melhores e maiores do ano. Desde que começou o verão que tenho publicado uma fotografia que representa o (meu) verão no Instagram. Um mergulho na piscina, uma fatia de melancia, uma conha apanhada num passeio pela praia. Fotos de um dia a dia simples, mas intenso. Porque não importa se as manhãs acordam com mais nuvens do que seria suposto, se está vento e não deveria estar, se as noites não estão tão quentes como gostaríamos que estivessem. O que interessa é que é Verão e temos que o aproveitar... todos os dias!
Já seguem o Vida Maravilha no Instagram?

terça-feira, 27 de junho de 2017

As férias grandes

Este ano letivo foi tão, mas tão intenso que ainda não acredito que já acabou. Acho que só me vou sentir de facto aliviada quando fizer as matriculas para o próximo ano e sair da escola dos miúdos mais novos para só voltar dali a dois meses e meio! Ter três filhos na escola oficial, com testes e trabalhos diários e provas de aferição que pairavam no ar como bicho papões para os dois mais crescidos, não foi de facto fácil. Já agora, se alguém me quiser explicar o que provas de aferição podem trazer de positivo a miúdos de 7 e 11 anos, estou disponível para aprender. Mas deixem-me dizer que não consigo ver interesse pedagógico algum nesta matéria. Desculpem a minha franqueza, mas acho apenas estúpido entupir as crianças com nervos desnecessários... mas enfim. A escola podia ser um sítio muito melhor. Podia sim.
Voltando ao ano letivo cá de casa:
Para além de tudo isto, das dificuldades das contas de matemática e dos erros de português, dizer ainda que as adaptações de cada um ao novo ano e às pressões que isso traz, foi ainda mais difícil de gerir. Os miúdos não são todos iguais e reagem das mais diferentes maneiras às condicionantes por mais que nos esforcemos em passar os mesmos valores a cada um.
O balanço do final do ano é positivo, claro, com classificações muito boas, de dever cumprido e com muitas lições aprendidas. A maior de todas? Nunca baixar os braços e trabalhar sempre!
As férias chegaram e por norma fico com a cabeça às voltas a pensar como ocupar-lhes o tempo. Mas este ano, este ano eu só queria que eles deixassem a escola e este ano letivo em particular para trás.
E vivam as férias! Já não era sem tempo...


domingo, 4 de junho de 2017

A Feira do Livro está top!



Adoro ir à Feira do livro. Adoro. Desde criança que para mim é um dos momentos mais aguardados do ano. Costumava ir sempre com os mais pais, muitas vezes no Dia da Criança, e agora faço questão de levar lá os meus filhos. Eles já adoram também e já sabem que é lá que vão comprar "aquele" livro que tanto querem ter. E se isso faz com que ganhem gosto pelos livros e pela leitura, ora então bora lá! Bons hábitos nunca são demais. Cá por casa, temos uma boa coleção de livros. Eu própria gosto muito de livros infantis e sei muito bem que editoras procurar, mas deixo-os com carta branca para procurarem e escolherem o que querem trazer, desde que seja com o compromisso de que é mesmo para ler, sobretudo agora que já todos lêem. O miúdo do meio quer um livro de anedotas do mundo do futebol? Fantástico. Existe, esta na feira e foi isso que lhe trouxemos e até já fez uma cópia e tudo. Se é disso que gosta, para quê contrariar? Assim, custa menos estudar... A miúda crescida anda virada para os diários muito ao estilo pré-adolescente e a mais nova encontrou a maior parede que alguma vez pensou existir cheia apenas com livros da Peppa. O paraíso, pensou com toda a certeza ela! Já leu os dois que comprámos e deixou-me cheia de orgulho. Depois das escolhas de cada um, fui eu a comandar o resto das tropas e claro que não consegui resistir a muitos...
Ainda podem mudar muito, mas julgo que vão sempre gostar de livros e ter boas memórias de leituras na infância. E isso enche-me o peite de orgulho.
Todos os anos saio do Parque Eduardo VII com vontade de lá voltar de novo para mais compras. O ambiente é muito bom e a oferta é cada vez melhor. Este ano fiquei especialmente bem impressionada com a quantidade de roulottes e "barraquinhas" de comida com tamanho bom aspecto. O tempo do simples gelado ou da fartura quentinha já lá vai. Agora há de tudo: pizzas a lenha , hambúrgueres gourmet, bolas de Berlim de fazer crescer água na boca... tudo e tudo com muita, muita pinta. Lisboa é sem dúvida uma das melhores cidades para visitar e fica muito mais bonita com a Feira do Livro no coração!
Até dia 18 deste mês não deixem de passar na Feira do livro de Lisboa.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Casa roubada, trancas à porta...

No final do ano passado, escrevi por aqui que 2016 tinha sido um ano muito exigente profissionalmente. E foi sem dúvida um ano enorme: um ano de um desafio grande, de muito empenho e investimento. Tudo indicava que com a entrada deste ano novo, o meu ritmo abrandava, mas afinal, ainda se tornou mais exigente. Estou a abraçar novas funções, estou a investir tudo o que tenho para investir, estou a trabalhar imenso e com muita vontade de aprender e estudar. Mas claro, tudo tem o outro lado da moeda... Num dia da semana passada acordei cheia de tonturas. Não conseguia estar em pé, nem sequer abrir os olhos. Dormi o dia inteiro. O meu médico ligou-me quando soube o que me tinha acontecido. Incrível, como é prestável! Atribuiu à ansiedade e stress com que tenho andado. Acredito que sim... mas por outro lado sabemos que quando não encontramos razões para o que acontece, deitamos as culpas sempre para o stress, ainda que saibamos que sim, é verdade, o stress mata. Pelo sim, pelo não, e como o susto foi tão grande, decidi-me a ir aos médicos e fazer uma ronda pelas consultas em atraso. Hoje já fui a uma e para esta semana já tenho marcada outra.
O facto de vivermos sempre no limite, com os horários todos controlados, entre trabalho, escola dos miúdos, atividades, afazeres domésticos, faz com que as consultas, pelos menos as nossas de mães, vão ficando para trás. Primeiro são adiadas uma semana, depois ficamos de remarcar, nunca mais marcamos até ao dia em que atingimos o nosso limite.
E vocês, há quanto tempo não dedicam mais tempo a vocês próprios?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

The Boss Baby


Os miúdos são cada vez mais fãs de cinema. Sempre foram muito mais de brincar na rua, andar de bicicleta, skate, correr e saltar. Estarem parados em frente a um grande ecrã nunca foi algo que lhes fosse muito natural, mas há um ano e qualquer coisa que pedem cada vez mais para ir ao cinema. De cada vez que vão, vêm novas apresentações e lá pedem para voltar a cada estreia. Há muito que andavam a pedir para ir ver o Boss Baby e eu que já tinha lido sobre a temática do filme, achei que não o devíamos perder. Ontem lá fomos ao cinema e ainda bem. Gostámos todos. Rimos a valer, tem algumas tiradas geniais, e a mensagem não podia ser adequada e forte para quem luta por construir uma família: ter irmãos é o melhor que podemos dar aos nossos filhos. É um presente para toda a vida.
Sempre quis ter mais do que um filho. Tenho a enorme felicidade de ter três. Se pudesse gostaria de ter uma família ainda maior, ainda que eu ache mesmo que tenho a família perfeita. Consigo dar atenção a todos. Consigo estar presente. Consigo estar cá para todos. O amor multiplica-se. Cresce sem parar. E mesmo quando andam os três engalfinhados e às aranhas, aos gritos uns com os outros, sabem que a vida deles é muito melhor por se terem uns aos outros. A nossa vida é muito melhor por sermos cinco. E ontem, quando o filme a acabou a minha filha mais nova ainda me disse: estás a ver porque é que eu gostava de ter mais um mano... um bebé?
Prova de que a mensagem do filme chegou lá!
Não importa se são dois, três, cinco ou seis. O que importa é dar aos miúdos uma família. Foi isso que trouxemos da sala de cinema e só por isso, valeu muito a pena.
Já foram ver?